.::DIRT JUMP::.





Mas hein! Que Raios é Dirt Jump, Slopestyle, Street, Park e Pumptrack ?


Olá a todos meninos e meninas.

Hoje vamos aprender as diferenças simples, mas peculiares entre Dirt Jump, Slopestyle, Street, Park & Pumptrack.
Embora esse amontoado de palavras saiam voando das nossas bocas, são modalidades bem distintas e é legal e saudável saber diferenciar cada uma delas. Primeiro, você tem que saber o que está falando e segundo, evita de você meu caro rider, de conhecer Jesus mais cedo (aqui o estado não é laico heheeh (><) ).

Então, vamos lá ;).

Dirt Jump A história do surgimento do Dirt é meio confusa, pois alguns defendem que surgiu nas bikes de aro 20”, usando como base, inspiração, ou seja lá o que for, o MX (modalidade de motocross repleta de saltos e manobras) ou seja, usando muitas das manobras do MX nas bikes de aro 20”, se espalhando posteriormente para as bikes aro 24” e 26”..
Já outros defendem que o Dirt nasceu do aro 20” e se espalhou para o aro 24” e 26”.

Esse assunto do nascimento do dirt, fica para outro artigo ;), pois tem duas correntes de surgimento nessa história e denota muuiitttaaa pesquisa e tempo claro.

O que se pode afirmar com certeza, é que Dirt chegou até o MTB, e hoje temos o Dirt Jump de MTB, com bikes próprias em alumínio, aço cromo, full suspesion ou rígida, com competições em todo o mundo.


Foto: Sergio Chiaradia
A bike de Dirt-Park e Street, de cromo, “olhando” o movimento




Foto: Bruno Monacchesi
Bike de Dirt de alumínio

O Dirt Jump em si é uma modalidade onde o piloto usa montes de terra compactados com um certo ângulo, onde são lançados para cima (ao infinito e além) e executam manobras no ar, a cada passada em um desses montes de terra.



Fonte: Redbull.com
Pilotos:Ben Wallace, Ronnie Napolitan e T.J. Ellis
Foto por: © Garth Milan/Red Bull Content Pool


Dirt Jump de aro 20”

Dependendo do terreno onde a pista é construída, ele pode ter uma “zona de lançamento” (estou olhando para você, base de Alcântara no Maranhão (><) ) se o terreno for muito plano, pedalar para alcanças a velocidade ideal para saltar entre os montes, sem um bom embalo inicial, não é uma boa ideia. É uma questão de física simples, gravidade, matemática, iluminatis... E se você tentar por essa tese a prova, vai descobrir que o gosto de terra não é tao bom quanto nos desenhos. Essa zona de lançamento é uma estrutura (deixo você pensar sobre isso) com altura maior que os montes da pista, que permitem o piloto conseguir a velocidade inicial necessária, pedalando ou não.

Se a pista for em um terreno com declive que possibilite o ganho de velocidade com o auxílio de pedaladas, então, uma zona de lançamento não é muito necessária, mas varia do caso, inclinação do terreno e etc...




Fonte: Redbull.com
Foto: © Garth Milan/Red Bull Content Pool

Pista de Dirt Jump. Reparem nos ângulos, alturas, design...

Slopestyle O MTB Slopestyle surgiu graças ao Slopestyle do snowboard. No MTB ele é uma mistura do Dirt Jump e Freeride, isso quer dizer que ele une os dois, numa modalidade única com grandes saltos (muitas vezes maiores que os do Dirt), obstáculos incríveis e muitas manobras.


Fonte: Kyleebbett.com
Pista de Dirt Jump. Reparem nos ângulos, alturas, design... Colorado Freeride Festival Slopestyle


As pistas de Slopestyle são bem legais, pois vão além dos montes de terra que tem no Dirt. São usados por exemplo, pra incrementar o percurso:

- Paredes de madeira (Wallride);
- Pontes (fixas ou móveis);
- Gaps;
- Rampas com ângulos para jogar o piloto pra cima, saltos sobre obstáculos, partes rápidas…

Mas deve estar se perguntando… Mas isso está parecendo Dirt, onde entre o Freeride?
Simples!
Em todos os elementos da pista de MTB Slopestyle tem algo do Freeride e do Dirt. Nos saltos que são maiores, Gaps, Wallrides, na passagem dos inúmeros obstáculos, na transposição de tantos outros, nas partes rápidas, nas partes onde é preciso diminuir a velocidade para não conhecer Jesus mais cedo…
A ideia é a incorporação de ambas as modalidades.



Fonte: Kyleebbet.com
Reparem nos detalhes da pista, os obstáculos, saltos, wallride, e etc… Teva Slopestyle 2012


As bikes de Slopestyle são mais reforçadas que as de Dirt e muitas são full-suspension, isso não quer dizer que, não existam bikes rígidas para Slopestyle.

Foto por: Bruno Monacchesi
Bike de Slopestyle. A enorme maioria das bikes full de Slope são de alumínio


Foto por: Fernando Lima
Reperam como essas bikes full são mais reforçadas


Os quadros e as suspensões podem variar entre 100mm até 130mm de curso, pode se optar pelo uso de marchas ou não.

Fonte: Dartmooor-Bikes.com
Bike de Dirt e Slopestyle rigída


Street

O Street é uma modalidade que surgiu com o BMX e se espalhou para o MTB, criando o Street de aro 26”. A ideia em ambas é a mesma, é basicamente usar a rua com seus obstáculos urbanos, como escadas, calçadas, corrimões, muretas, muros, rampas, colunas e qualquer coisa que seja, para realizar manobras.




Fonte: Redbull.com
Pilotos: Matthias Dandois e Corey Martinez - Foto por: Teddy Morellec


Street de aro 20”

Com o tempo, começou a surgir pistas de skate que incorporavam os elementos “naturais” urbanos do Street, como escadas, corrimões, rampas, paredes, vãos entre duas muretas e etc…


Fonte: Redbull.com Pilotos: Chad Kerley
Foto por: Mark Kohlman/ESPN
Pista de Street usada nos Xgames

A ideia do Street, seja de BMX ou aro 26” é a busca pelos melhores pontos para realização das manobras.


Fonte: Redbull.com
Pilotos: Matthias Dandois e Corey Martinez
Foto por: Teddy Morellec

Qualquer lugar serve para o Street

É importante deixar claro, que as bikes de Street, garfos, guidões e pé de vela precisam ser cromo, e isso tem uma explicação simples! A resistência.
O cromo é um material que tem resistência bem elevada ao ser comparada ao alumínio. Resumidamente para explicar melhor… O cromo é, digamos mais flexível. Isso quer dizer que ele aguenta torções. Já o alumínio ele tem propriedades mais duras, isso é, pouco flexíveis, o que o torna menos resistente em quadros de Street.


Foto: Edmar
Magrela de Dirt-Street e Park aro 26” de cromo, mas usando suspensão. Se preparando para saltar (><)

No Street muitos locais não permitem ter uma recepção (além das pistas projetadas, claro) e muitas vezes as bikes pousam no chão direto no plano, praticamente zerado, é importante ter um material que consiga absorver parte dos impactos sem trincar ou rachar, por isso o ideal é o uso de quadro e outras peças de cromo. O alumínio não é uma boa opção nesse caso. Por isso as bikes de Street são mais curtas que as de Dirt e Park, o que ajuda na realização das manobras.


Park

O Park é uma modalidade que semelhante ao Dirt Jump, mas em pistas de Skate, mas como assim? É uma modalidade rápida onde os bikers usam pistas de skate, mas diferente das pistas de Street, as de Park tem formas e paredes mais altas, formando certas formas mais harmoniosas e limpas, isso é, sem os obtáculos que tem nas pistas de Street, ao contrário, tem elementos como o Bowl e paredes inclinadas que servem para ganhar velocidade e realizar manobras. O formato das pistas de Park, proporcionam o impulso necessário para lançar eles pra cima indo de uma ponta a outra, de um obstáculo a outro, como no Dirt, mas de forma bem mais fluída em um percurso variado, diferente do Dirt.


Fonte:
Piloto: Kyle Baldock
Foto por: Mark Kolhman/ESPN

Park… Lembra o Dirt não ! ;)

Essas pistas proporcionam um ganho de velocidade muito mais eficiente que no Dirt, e em muitos casos, devido ao formato da pista, uma execução de uma ou mais manobras no mesmo salto.


Fonte: XGames - ESPN
Piloto: Ellie Chew
Foto: Chris Tedesco/ESPN
Quem disse que garotas não andam de bike? Evento de demonstração de BMX Park feminino

A modalidade BMX Park se tornou esporte Olímpico e já está rolando classificatórias para Japão 2020.
Assim como no Street, as bikes e muitas peças precisam ser de cromo nesse caso que é o mais indicado, devido a stress que as bikes e peças sofrem.
E sim, as bikes de Park são um pouco mais longas do que as de Street, justamente para proporcionar mais controle quando o piloto está no ar. Uma bike de Street não dá o mesmo controle por ser mais curta, mas não impossível ;).


Pumptrack
É uma modalidade que se assemelha a um mini Dirt sem os saltos grandes, mas que é totalmente diferente. Doideira né? Vou explicar! O Pumptrack visa que você não pedale mas “bombe” e puxe a bike onde o seu corpo e a bike tem que estar em sincronia para ganhar velocidade e passar os montinhos de terra.
É um excelente treinamento para outras modalidades, como Downhill, Freeride, All Mountain, Enduro, Trail, XC, Cross-Country e cia… Pois é um excelente exercício para melhorar a resistência física, agilidade, coordenação motora, e outras técnicas de pilotagem.


Fonte: BMX20.com.br
Foto: Pedro Carnelossi
Pumptrack de Mairiporã

É possível rodar no Pumptrack com quase qualquer bike das modalidades desse artigo, exceto, com bikes full suspesion e / ou com suspensão muito mole, nesse último caso, serve até para as rígidas.
Como o pumptrack é um movimento de bombar a bike e puxar ela, sem pedalar, um shock no quadro e uma suspensão muito mole, fazem com que mais da metade da energia que o piloto faz, seja perdida no shock e na suspensão, e a bike fica mais lenta, devido a perda de velocidade.
Faça um teste!
Coloque uma bike de Dirt ou Slope full suspesion, uma de dirt rigída com suspensão, uma rígida de Dirt, Park ou Street com garfo e uma bmx de Street, Dirt ou Park em uma pista de Pumptrack.
Eu já posso afirmar com toda a certeza, que a BMX vai ser a campeã, seguida pela aro 26” que usa garfo, depois pela , pela aro 26” que usa suspensão e por último a aro 26” full suspesion.
Como eu disse um pouco acima, ao bombar a bike e puxar ela, as bikes que tem muitas partes móveis e com sistemas de amortecimento, anulam parte da energia que o biker criou, devido aos seus sistemas de amortecimento, partes móveis e etc… Isso faz com que a bike no final perca velocidade e o piloto fique mais cansado.
Por outro lado, as bikes mais rígidas não conseguem perder muita energia e isso se transforma na velocidade, por isso uma BMX de aro 20”, dá uma grande canseira em uma bike aro 26” toda rígida.

As pistas de Pumptrack são projetadas para serem bem rápidas, com os montinhos sendo ligados por um tipo de U e com curvas bem rápidas, onde seja evitado o uso de freios, o que faria com que o biker precisasse pedalar.


Fonte: BMX20.com.br
Por: Blue Herbert
Vista do Pumptrack de Pindamonhangaba


Fonte: BMX20.com.br
Por: Blue Herbert
Mais uma pra deixar vocês com vontade - Pumptrack de Pindamonhangaba


Bem, espero que tenham gostado do artigo e se tiverem dúvidas, visitem o fórum e postem suas dúvidas lá.

Aproveito para agradeçer pela galera que ajudou com as fotos, valeus pessoal.

T+

Texto Por: Mockoso © :roll: É necessário a permissão para publicação em outros locais



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