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Hoje veremos o que é All Mountain (AM), Enduro, Trail e suas particularidades singulares que as definem. Então, separe um pouco de tempo para a leitura...



Diversão, é a alma dessas modalidades - Pista na Espanha - Piloto: Anauê Rodrigues


All Mountain 
(AM) - O que é isso?

Bem, vamos ser realistas. O All Mountain é uma modalidade de 
Mountain Biking (MTB) que você praticava sem ao menos saber.
Se você tinha uma bicicleta com marchas na frente, e atrás, independente de ser full suspesion ou rígida, de ter muito curso ou pouco, mas subia alguma montanha ou colina, pedalando quase chorando, e descia rindo, igual a um maluco, abusando da sua bike, bem… Gostaria de lhe informar que você era um praticante de 
All Mountai. Mas como assim?



Titus – Serra da Piedade (ao fundo) - MG - Foto: Leandro Silva


All Mountain é uma mistura de duas modalidades consagradas no MTB, os nosso bons e velhos conhecidos (Dowhill & Freeride) e o queridinho dos entusiastas do MTB, o Cross-Country / XC (digo que o pessoal do cross-country / xc são ispideiros que não gostam de asfalto).



Jamis Dakar XAM-1 – 2007. “[…] Na época AM era 120~140mm, tanto é que o quadro era 135mm. A suspensão de 140mm casou perfeitamente com o quadro [...]” Autor: Leonardo Defenti - Foto: Leonardo Defenti



Kona Bikes World © / Kona World © Kona Dawg Deluxe - ano 2008. Com 5” de curso no quadro e 140mm na frente. Repare no pedivela com 3 coroas. - Foto: Kona Bikes © / Kona World ©


O forte da modalidade de cross-country / xc são as subidas. Já deve ter visto uma bike dessa modalidade, e notado, que elas sobem muito bem, melhor, o biker que está sobre ela, sobe bem (
a bike sozinha não vai pra canto nenhum… A não ser que ela esteja possuída), toda a sua geometria é feita para proporcionar conforto nas subidas e descidas (mesmo que o biker em descidas pareça um pedaço de pau, de tão duro que fica sobre a bike nas descidas sentado ou em pé, quadro e demais componentes procuram ser os mais leves possíveis.. Muitas dessas bikes chegam a ter 11, 10kg ou menos. 
Os modelos de bikes full tem curso entre 100 á 120mm no máximo, tanto na bike / shock, quanto na suspensão.
O que se busca é a performance e conforto em longas pedalas, sem grandes saltos, ou grandes emoções 



Scott Sports SA © - Scott Scale 910 - Modelo de bike de Cross-Country, muito bom para subidas. - Foto: Scott Sports SA ©


Já o Downhill & Freeride… Bem, uma bike de Downhill e Freeride é péssima para pedaladas longas e subidas, sejamos sinceros. A geometria dessas bikes não foi pensada para você subir uma montanha igual a uma flecha, com um sorriso no rosto e uma canção no coração (
apud: Homer Simpson). Se você tiver essa brilhante ideia, bem, vai descobrir que foi uma péssima ideia. Pra começar, essas bikes foram projetadas para serem fortes, e leveza não é o seu forte, muitas dessas bikes, passam fácil 13kg (isso para um praticante de cross-country / xc é um pesadelo), a geometria não foi feita para proporcionar conforto para longas e alegres horas de pedalas sentado subindo uma montanha. A geometria foi pensada para você soltar o freio e descer as montanhas, saltando, fazendo curvas em alta velocidade… Abusar ao extremo da bike. As suas peças e demais componente seguem a mesma filosofia, ou seja, serem fortes. 



Foto: 
Fernando Bordmann


O curso que essas bikes tem é monstruoso ao compar com uma de cross-country / xc por exemplo.
Existem sim, peças e quadros mais leves e fortes, mas mesmo assim, a bike fica pesada e a geometria continua não ajudando.

Foi então que começou a surgir algumas variações, uns híbridos entre as bikes de cross-country / xc e as bikes de downhill / freeride. Tudo começou com modificações nas bikes de downhill / freeride e cross-country / xc. E sim, muitas coisas eram gambiarras. Foram alterando os cursos, geometrias, peças… Essas bikes tinham um curso que ficava entre 140-160mm, não eram iguais a uma bike de cross-country / xc nas subidas, mas era melhor do que uma de downhill / freeride. 



Kona Bikes World © / Kona World © Kona Dawg Deluxe - ano 2008. Com 5” de curso no quadro e 140mm na frente. Repare no pedivela com 3 coroas. - Foto: Kona Bikes World © / Kona World ©


Essas “novas bikes” uniram o melhor das duas modalidades, que era subir bem, e descer bem. Por muito tempo o All Mountain essa modalidade ficou renegada na mídia especializada, pois seus praticantes digamos… Não se encaixavam em modalidades especificas. Os praticantes visavam antes de qualquer coisa a diversão, e os fabricantes os ouviam, sempre desenvolvendo belas bikes e componentes. Era possível usar uma relação de cross-contry / xc, com peças de downhill / freeride, como guidões, pedais, mesas, pneus… A mágica ficava nos quadros e suspensões que eram produzidos para isso, onde aguentavam saltos, manobras, e ao mesmo tempo, eram leves e fortes.
Não se preocupavam com o tempo de subir e muito menos de descer, como dito anteriormente, o foco era diversão, e atraia os bikers de cross-country / xc que não se sentiam tão bem em suas modalidades, os que queriam forçar suas bikes além dos limites. E também os pilotos de downhill e freeride, que não se sentiam mais tão confiantes em saltar grandes distâncias.

Muitos se reencontraram no MTB graças ao All Mountain, uma modalidade híbrida que agradava aos que nãos e encaixavam em lugar nenhum, ou que queriam algo novo.
Não era preciso resgate para subir de novo a montanha, como ocorre no downhill e freeride (
lembra, bikes pesadas, pesadas para subir, e etc...), pois, você poderia usar a própria bike pra isso, e descer com ela também, abusando das trilha, sem se preocupar em quebrar a bike, ou se quebrar .
Não precisaria ter duas bikes, pois você poderia curtir tudo com apenas uma bike, economizando dinheiro e espaço.



Uma bike para curtir a trilha sem medo de ser feliz - Pista na Espanha - Piloto: Anauê Rodrigues


A definição do All Mountain então, pode ser entendida como uma única bike que proporciona diversão tanto nas subidas e descidas, com total liberdade em qualquer montanha ou colina, praticamente é um freeride (
freeride é um termo muito abrangente), onde se anda livremente, sem preocupações. 

Esse texto não tem a ideia de ser pretensioso ao ponto de definir de maneira única o que é o 
All Mountain, mas explicar de maneira clara o que é o termo em si, e suas características.


Enduro ? Onde que isso se encaixa no MTB?

Vimos o que é All Mountain, mas o que seria o 
MTB Enduro?
Se você pensou naquelas competições de motocross enduro, bem… Está quase lá.

O MTB Enduro é baseado no All Mountain, mas voltado ao lado mais extremo. Você deve estar se perguntando… 

- Cara! Você acabou de dizer que o All Mountain é uma mistura de cross-country / xc com downhill e freeride. Como isso não é extremo (
pela parte do DH e FR é)?

Simples meu caro indagador.

Lembra que disse que o All Mountain tinha bikes com no máximo 160mm de curso, que era aclamado pelos que não se sentiam bem no cross-country / xc ou downhill e freeride, e buscavam a diversão em primeiro lugar?
Então.
O Enduro nasceu de uma evolução do All Mountain, com uma pegada mais voltada para o downhill e freeride, com a “benção” da UCI 
(Union Cyclist International – União Ciclística Internacional) e de muitos fabricantes que viram uma chance de evoluir o mercado do MTB. 
A ideia é simples. Bikes de All Mountain com mais curso, geometria mais agressiva voltada para o downhill, freeride, cross-country e xc, contando ainda com um campeonato exclusivo dentro da UCI. São bikes com 160-180mm de curso, que encaram muitas pistas de downhill e freeride, ao mesmo tempo, que sobem as montanhas muito bem.



Dartmoor Bikes © - Blackbird V2 De acordo com o fabricante, essa bike é indicada para Enduro e Trail, com curso máximo na suspensão de 170mm- Foto: Dartmoor Bikes ©



Specialized Enduro com 160mm - Coisa mais linda! - Foto: Leonardo Defenti



Specialized Enduro curtindo uma praia - Espanha - Foto: Anauê Rodrigues


Mas a sacada foi a seguinte. Como fazer com que o usuário pare de pensar um pouco no All Mountain em si, e olhe o Enduro como uma evolução, uma coisa nova?
Simples!
Criando todo um conceito novo, e deu certo, muuuiiitttttooooo certo! Bastou trocar o nome do All Mountain para Enduro, dar para as bikes mais curso na frente e atrás, proporcionar o uso de pneus mais largos, relaxar a geometria e não se esqueça, criar competições oficiais para essa “nova modalidade”. São muito semelhantes as bikes de Downhill e Freeride em muitos aspectos, mas ao contrário dessas, essas sobem bem. 

O pessoal que andava no All Mountain, viu nessas novas bikes de Enduro, a chance de continuar a se divertir, poder participar de competições oficiais, ter bikes muito mais fortes e com mais curso. Como não se apaixonar?

O conceito do All Mountain ainda continua o mesmo dentro do Enduro. Muitos ainda chamam de All Mountain. O termo Enduro ou All Mountain hoje em dia, serve para designar a mesma modalidade. Inúmeros fabricantes anunciam suas peças, como para All Mountain ou Enduro.

De maneira resumida, e sem querer gerar uma briga de foices, o Enduro é o nome mais comercial para o All Mountain, pois o conceito e a prática em si são a mesma coisa.
Porém é necessário deixar claro, que as trilhas de All Mountain / Enduro atuais tem muitas características de trilhas de Downhill e Freeride, e é por isso que as bikes de mais curso são indicadas, porém, é possível encarar as mesmas trilhas com bikes de menos curso, como as de Trail.



Uns pulos não fazem mal a ninguém  - Pista na Espanha - Foto: Anauê Rodrigues


Trail – O “irmão pobre” do All Mountain & Enduro

Vimos o que é o All Mountain, dissecamos um pouco o Enduro, mas falta o Trail .

Para não gerar confusões, ou fundimento de cérebros, vamos aos fatos reais. O Trail é um meio termo entre All Mountain / Enduro e Cross-Country / XC.
Já vimos o que são, mas onde o trail se encaixa?

As bikes de trail são bikes voltadas para quem quer uma bike que suba muito bem, mas não quer pedalar só em estradões planos como no cross-country / xc e gosta de abusar um pouco nas trilhas, ou seja, não é o cross-country / xc em si. Também não é o All Mountain / Enduro, pois a bike tem menos curso, e uma geometria bem diferente. Confuso? Nem tanto.


Pivot Mach 5.7 - Trail Bike com 145mm de curso na traseira e 150 na frente.
Foto: 
Leandro Silva



Kona Bikes © Kona Hei Hei Trail 140mm atrás e na frente. - Foto: Kona Bikes / Kona World ©


O Trail é uma modalidade que reune bikes que ficam com o curso entre 120mm até 150mm, são leves, tem geometria bem agressiva, sobem e descem bem… São bikes para quem quer algo além do cross-country / xc mas não curte um All Mountain / Enduro. Resumindo, são um meio termo entre as duas modalidades.

São bikes que possibilitam diversão sem deixar nada a desejar a modalidade citada. São as bikes que mais se assemelham as de cross-country / xc, no que diz respeito a agilidade, facilidade nas subidas e longas pedaladas, porém, propiciam mais diversão (
isso quer dizer, soltar o freio e brincar nas trilhas, sem medo de algo quebrar).
Agora vem uma coisa legal. Você pode praticar o All Mountain com essas bikes de Trail. Como disse, o curso delas varia de 120mm até 150mm, não as impedindo de encarar qualquer trilha, pedalada, ou colina, desde que sejam respeitados os limites da bike e do piloto, no mais, é só alegria.

As antigas bikes de All Mountain com seu curso de 140-160mm, nos dias de hoje, seriam uma bike de Trail.


Mas… E as Peças?

Como dito no início do artigo, o All Mountain teve inicio com bikes de Downhill / Freeride ou mesmo Cross-Country / XC modificadas, isso foi antes das empresas perceberam o pote de ncial desse nicho de mercado dentro do MTB. Hoje, existem inúmeras opções de peças e acessórios para todos os bolsos e gostos, vamos as particularidades das peças de AM / Enduro e Trail.

* Caixa de Direção 

É um dos itens mais importantes de uma bike. O padrão hoje em dia é o Tapared, onde a espiga da suspensão tem duas medidas, onde, no crown tem 1.5” e no seu topo 1.1/8” (medida das espigas comuns), e como deve ter percebido, isso forma um triângulo. O mesmo ocorre com a caixa de direção, que tem as duas medidas citadas, onde aparte debaixo tem 1.5” e a de cima 1.1/8”. 
Existe a versão comum que é “fixa” e a que permite alterações no ângulo de direção da bike. O detalhe fica na possibilidade de que essas caixas de direção, permitam a alteração dos ângulos da direção da bike. Isso quer dizer, que essas caixas de direção possibilitam que o ângulo da bike fique mais aberto como no Downhill / Freeride, ou mais fechado como no Cross-Country / XC, dependendo da pista onde se vai pedalar. Embora não sejam tão baratas, elas proporcionam uma boa experiência. 



Scott Sports SA © - É assim que uma caixa de direção regulável funciona. Reparem nos ângulos negativos e positivos “extras” alteram a geometria. - Foto: Scott Sports SA ©


* Coroa Única - Narrow Wide 

Com a evolução do All Mountain, o câmbio dianteiro, as 2 ou 3 coroas, passador e guia (
muitas usavam) foram substituídos por uma única coroa, que tem dentes de tamanhos e espessuras diferentes, e são chamadas de Narrow Wide.

A ideia é a diminuição de peso e a eliminação das marchas dianteiras. Existem inúmeros modelos e de tamanhos variados para cada tipo de relação que se queira usar.
Voltando as coroas… Bem, o conceito por trás de uma coroa narrow wide, é que ela tenha dentes de tamanhos e espessuras diferentes, fazendo com que a corrente grude neles, como se fosse um chiclete em sola de sapato (
aceito uma analogia melhor :p). Você deve estar pensando que em bikes full, onde devido ao trabalho do quadro ocorra folga na corrente e a mesma caia muito com essa coroa… Bem, não cai, desde que você leia o manual e regule tudo certinho.

Aliado aos muitos tipos de cassetes existentes hoje, que possibilitam uma grande variedade de velocidades, podendo deixar a relação mais leve ou mais pesada, de acordo com a trilha escolhida. Ficou meio sem sentido manter todo aquele peso extra na bike. 
Você ganha com isso um visual limpo, uma bike mais leve, menos coisas para realizar manutenção, e economia de dinheiro no final. Como são feitas para trabalharem em diagonal com as correntes e cassete, a relação não gasta tanto assim. Alguns relatos dizem que o tempo de troca se mantém o mesmo de uma relação comum com marchas na frente.

* Suspensão e Shocks - Como Fica?

Evoluíram também, e muito. As suspensões e shocks para essas modalidades se tornaram mais leves e fortes do que as antigas opções voltadas para AM / Enduro e Trail. Muitas novas marcas surgiram, e com isso novas tecnologias, unindo a leveza do Cross-Country / XC com a robustez do DH e FR.
As suspensões para essas modalidades deixaram de usar os cubos de 20mm que são padrão no DH e FR, e adotaram o padrão de 15mm. Esse novo padrão de 15mm procura dar mais estabilidade e rigidez na suspensão. Pode ser tanto 100mm x 15mm ou o padrão Boost 110mm x 15mm que segundo os fabricantes, garante maior rigidez e menos torção.

Fora que existem modelos que possibilitam ajuste de curso, trava do curso entre outras melhorias para encarar todos os terrenos. O curso nessas bikes, como dito anteriormente varia de 120mm (
Trail) até 160-180 (AM-Enduro).

Os shocks usados nessas bikes também evoluíram. Sai os shocks a mola e entram quase que exclusivamente os shocks a ar. O ganho na perda de peso acaba sendo considerável. O curso também varia de acordo com a modalidade. Também possuem sistemas de trava de curso, controle do curso, entre outras melhorias.

* Quadros?

Sim, tem quadros projetados só para essas modalidades também. Possibilitam o uso de mais curso, são mais leves, como os de carbono, mas podem ser de alumínio ou cromo. 
Usam tubos de direção tapared, que é a direção cônica de dois tamanhos (
já vimos isso), permitem que os cabos passem por dentro do quadro de maneira total ou parcial, tem pontos exclusivos para cabeamento para canote ajustável, pode ter central de rosca (bb euro) ou padrão de encaixe. Possuem uma geometria mais relaxada (baixa) sem comprometer o desempenho nas subidas ou descidas. Pode ser usado discos de freios acima de 180mm, permitem a alteração nos ângulos de direção e na geometria geral pelas caixas de direção especiais que permitem essa alteração em suas regulagens.

Pode ser tanto um quadro full suspension, quanto um rígido, com o eixo ou não.
Os espaçamento dos cubos foi alterado. Hoje além do padrão antigo 10mm x 135mm, existem muitos outros, como 12mm x 142mm, e o sistemaBoost 12mm x 148mm.

* Canotes?

Os canotes passaram por grandes mudanças. Antes eram apenas fixos, onde o piloto precisava descer da bike para o ajustarde acordo com a trilha, se fosse mais pedaladas e subidas, o canote o precisava estar alto, se fosse em descidas ingrimes, por exemplo, o canote precisa ser abaixado. Nem precio dizer que isso era chato, atrasava e cortava o clima de diversão muitas vezes.

Pois bem, a indústria criou canotes ajustáveis. São canotes que possibilitam sua regulagem sem que o piloto precise descer da bike. O seu sistema de acionamento pode ser por cabo ou hidráulico. O acionamento se dá por uma alavanca que fica no guidão da bike, e o biker escolhe a melhor alura. E precisa passar por manutenção claro, principalmente por conter peças móveis que se desgastam com o tempo.
É uma excelente opção, mas se você é um daqueles pilotos que é tarado por peso, bem… O canote ajustável pesa muito mais que um canote comum.

* Mesa e Guidão?

As mesas são mais curtas que as de Cross-Country / XC, são semelhante as de Downhill e Freeride. Como as suspensões usadas nessas bikes costuma ser em sua enorme maioria suspensões single crown, as mesas são os modelos de mesas simples, isso quer dizer que prendem direto na espiga da suspensão. 
O comprimento delas varia, ficando entre 35mm até 60mm-70mm. Pode ser com ângulos de inclinação pra cima, ou pra baixo (
chamado de negativo), os guidões mais indicados são os de 31.8mm.

Falando em guidões, os guidões para essas modalidades não são iguais aos de Cross-Country / XC que são praticamente retos. Eles tem mais altura e são mais compridos e a curvatura para trás também varia. O comprimento varia de 710mm até 800mm e o diâmetro mais usado é o 31.8

É preciso ficar atento ao conjunto guidão e mesa. Bikes muito compridas, precisam de guidões mais curtos, e vice-versa. Considere a altura do piloto. Uma escolha errada, pode lhe causar desconforto nas pedaladas.
Recomenda-se pelo menos, um bike fit virtual para não comprar peças as cegas.

* Rodas?

As rodas passaram por grandes mudanças. Começaram com as do tamanho 26”. Hoje em dia esse padrão está sendo praticamente substituído em todo o mundo pelas rodas maiores como 27.5”, 27.5+” e 29”.
Com as rodas maiores, a passagem por obstáculos é mais fácil, a bike desenvolve mais velocidade, pedalar fica mais fácil. Porém, em partes com curvas bem fechadas, ou trechos mais técnicos, as rodas grandes podem perder um pouco das suas vantagens.
Muitos quadros possibilitam o uso de dois tamanhos de rodas, como 26” e 27.5”, 27.5” e 29”, 27.5+” e 29” por exemplo.
As rodas contam com eficiente redução de peso sem comprometer a integridade estrutural. Isso quer dizer que as rodas ficam mais leves e fortes, compensando o conjunto de rodas maiores.

* Relação?

Nos dias atuais, a relação pode ser de 1x12, 1x11 ou 1x10. O 1 quer dizer que existe somente uma coroa no pedivela. Os números que vem depois como 12, 11, ou 10 são as velocidades dos cassetes, ou seja, quantos cogs (
engrenagens) cada cassete tem.
Existem nos cassetes, os chamados super-cogs, que são coroas com mais de 36 dentes, existem os de 50 dentes, onde, esse é o maior e o menor é um de 10 dentes.

O câmbio traseiro sofreu modificações para suportar esses cassetes tão grandes. Eles possuem um “braço de trabalho maior” (cage), ganharam mais dentes e agora usam rolamentos em suas roldanas. Possuem trava para não ficar balançando muito, estão mais leves e precisos nas trocas de marchas.

Os passadores não ficam atrás. Estão mais suaves, precisos e mais fortes. Possuem mecanismos que dificultam a entrada de poeiras e outros itens indesejáveis que podem prejudicar seu funcionamento.

As correntes estão maiores, mais leves e resistentes. Possibilitam o uso de um elo que facilita seu uso, chamado de half-link.

As guias de correntes são opcionais, mas podem ser usadas. Exitem modelos que só “usam” a parte de cima.

* Freios

A possibilidade de freios é muito grande para essas bikes, e cabem em qualquer preço ou gosto. Escolha boas opções de freios de MTB que possibilitem o uso de discos de freios de 180mm ou maiores, que sejam fáceis e baratos de manter. 
Esses freios precisam ter um grande poder de frenagem, manetes curtos e resistentes.

* E as Trilhas?

A geografia do nosso país possibilita a prática de All Mountain / Enduro e Trail sem problemas. Pode ser passando por estradões, depois por subidas e descidas, com solo arenoso, cheio de cascalho, com grandes pedras e / ou pedras menores , raízes, terra batida… Não devendo nada as trilhas da europa ou norte americanas.



Bela vista do por do sol, na Igreja Soledade em Sabará, MG. Nem reparem na bike rsrs 
Foto: 
Leandro Silva



Titus Motolite 26 com 140 e 127mm, fazendo poses para a sessão de fotos. Pra quem quiser conhecer o local, é em Lapinha da Serra no distrito de Santana do Riacho na Serra do Cipó - MG 
Foto: 
Leandro Silva


Com isso encerramos esse texto, mas não o assunto. 
Se tiver alguma dúvida, não pense duas vezes, poste no fórum que a galera vem lhe ajudar, só precisa ter um pouco de paciência.


Espero que tenham gostado, e podem sugerir correções e mudanças.

P.S: Agradeço a todos que cederam as imagens para ilustrar esse artigo, obrigado mesmo pessoal 


Texto Por: Mockoso © 

 
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